CELAC: Fiel à Democracia na Saúde e na Doença? [2]

Ante todo o exposto,  depara-se com uma constatação ao mesmo tempo sombria e divertidíssima. Tendo em vista as práticas contínuas dos governos signatários da Convenção, assim como os objetos da militância ideológica que os mesmos cimentam no “democrático”  Foro de São Paulo, combinados com as normas aditadas ao Tratado, vê-se facilmente o seguinte:

A CELAC, amigos, NÃO EXISTE.

Inexistiria, uma vez que 100% dos Estados signatários inobservam sistematicamente as cláusulas excludentes firmadas no último final de semana – firmada enquanto Dilma ignorava o parecer de sua Comissão de Ética quanto à queda do sexto rato de seus ministérios. Enfim, inexiste, pois inexistentes suas declaradas condições necessárias: “Respeito irrestrito à Democracia”; “às liberdades fundamentais”; “ao Estado de Direito”, inter alia.

Em linha lógica, os dispositivos adicionados fulminariam normativamente todo o próprio bloco que os deu cria. Não há, afinal e comprovadamente, entidade nele inserida que não os viole, e que não esteja portanto juridicamente dele excluída; e não pode haver, assim também, organização internacional desprovida de membros.

Caro leitor, acalme-se desde já: temos consciência plena de que a constatação, embora acertada, não passa de uma piada de mau-gosto. Todos sabemos que nada acontecerá em conseqüência do vexatório texto aprovado nesse fim de semana.

Cuba continuará degolando os “inimigos da Revolução”,  “revolução de todos nós”, aliás, como diz Lula; Chávez continuará golpeando os já agonizantes resquícios democráticos na Venezuela, até que deles dê cabo definitivo; o PT continuará financiando as FARC, entre uma e outra maracutaia ministerial petralhística; e, por sua vez, o Foro de São Paulo permanecerá encorpando todos os regimes autoritários e assassinos que farejar por qualquer canto, e não abrirá mão de levar adiante a apologia explícita da subversão dos valores e instituições democráticas.   

É claro, amigos, que disso tudo nada esperamos. O tom de nossa “descoberta” é igualmente de lamento e de anedota, quanto à possibilidade de quaisquer conseqüências. Nada disso acarretará qualquer reação por parte de ninguém, por uma simples razão: a direita está ideologicamente morta na América-Latina, após décadas de controle educacional e midiático esquerdista.

Sim, todos conhecemos de trás pra frente qual é a “Democracia” dessa gente. E agora conheceremos ainda melhor, já que, de novo, teremos de engoli-la e digeri-la como se encontra, feito ruminantes boçais guiados pelo sábio pastor, prestes a abater seu rebanho de complacentes (e úteis) imbecis.

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